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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

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Justiça Eleitoral manda PF investigar Ana Elisa após pedido de Flávio

Justiça Eleitoral de Minas determina que a PF investigue Ana Elisa após pedido da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

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Em 15 de outubro de 2026, a Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou que a Polícia Federal investigue a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG) por suposta divulgação de informações falsas. A decisão, assinada pelo juiz Orlando Israel de Souza, da 103ª Zona Eleitoral de Divinópolis, atendeu a um pedido da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A notícia-crime citou uma publicação de Ana Elisa nas redes sociais em que ela afirmava que "os bolsonaristas estão tentando tirar o título de padroeira do Brasil da Nossa Senhora Aparecida". A defesa de Flávio também pediu medidas cautelares para impedir novas publicações semelhantes e a preservação das provas relacionadas ao conteúdo.

O Ministério Público Eleitoral considerou haver elementos para a abertura da investigação. O juiz encaminhou o caso à PF, determinou que a plataforma X preserve os registros da publicação e enviou cópias do processo à Procuradoria-Geral Eleitoral.

O magistrado, porém, rejeitou o pedido para proibir Ana Elisa de publicar conteúdos relacionados às eleições presidenciais.

Eleita a segunda deputada mais votada de Minas Gerais, Ana Elisa passou a integrar, na semana anterior, um núcleo de jovens recém-eleitos para a Câmara consultados pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma mudança na estratégia digital antes do segundo turno.

Em resposta à investigação, a parlamentar publicou no Instagram que é "uma menina do interior de Minas que recebeu 524 mil votos e tem 4 milhões de seguidores". Na mesma mensagem, questionou: "Por que um candidato a Presidência da República tem tanto medo do que tenho a dizer?"

Na semana anterior, Ana Elisa também afirmou que procuraria o Tribunal Superior Eleitoral e disse ter sido alvo de "fake news" após parlamentares bolsonaristas compartilharem supostas publicações antigas atribuídas a ela. Os conteúdos traziam frases como "odeio branco" e "tô nem aí para empreendedor", acompanhadas, em alguns casos, de risadas e palavrões.

Fonte: O Globo

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