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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Irmãos policiais são presos novamente em operação da PF no Rio

Irmãos inspetores da Polícia Civil foram presos novamente pela PF; um deles é secretário de Ordem Urbana de Belford Roxo.

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Os inspetores da Polícia Civil Christiano Gaspar Fernandes e Giovanni Gaspar Fernandes foram presos nesta quinta-feira (15), no Rio de Janeiro, durante a 8ª fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. Christiano é secretário municipal de Ordem Urbana de Belford Roxo.

Os irmãos já haviam sido detidos em 2011, na Operação Guilhotina, que investigou suspeitas de corrupção e envolvimento de policiais com milícias no estado. Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público, eles integravam um grupo suspeito de desviar armas, munições e bens apreendidos em operações.

A investigação também apurou suspeitas de exploração de serviços clandestinos, cobrança de taxas e controle da venda de gás e da distribuição ilegal de televisão por assinatura na Favela Roquete Pinto, em Ramos. Relatórios mencionados no caso ainda apontaram suspeitas de homicídios e ocultação de cadáveres, acusações que não equivalem a condenação definitiva.

Os dois são filhos do policial militar reformado Ricardo Afonso Fernandes, conhecido como Afonsinho, apontado pela PF como um dos chefes da milícia investigada. O grupo também teria ligação com o ex-subchefe operacional da Polícia Civil Carlos Antônio Luiz de Oliveira.

Após a Operação Guilhotina, os irmãos foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por peculato, formação de quadrilha e comércio ilegal de armas de fogo. Eles chegaram a ser condenados em primeira instância e expulsos da Polícia Civil, mas, em 2018, o então governador Luiz Fernando Pezão anulou a demissão administrativa.

A anulação ocorreu após pareceres que mencionavam o reconhecimento da prescrição dos crimes atribuídos aos policiais na esfera judicial. A decisão administrativa contrariou manifestação da Corregedoria-Geral Unificada, segundo documentos citados na reportagem.

Christiano também trabalhou por anos como chefe de investigação do delegado Marcus Amim, outro alvo da operação. A parceria continuou quando Amim ocupou funções na Secretaria de Polícia Civil, período em que Christiano atuou como assessor da pasta.

Depois da eleição de Márcio Canella para a Prefeitura de Belford Roxo, em 2024, Christiano assumiu a Secretaria Municipal de Ordem Urbana. A operação desta quinta-feira também atingiu Amim e Canella, segundo a reportagem. O g1 informou que tentava contato com os citados.

Fonte: g1

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