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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

Famílias tradicionais dividem vitórias e derrotas nas eleições de 2026

Famílias como Bolsonaro, Barbalho, Arraes e Calheiros tiveram vitórias e derrotas nas eleições brasileiras de 2026.

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As eleições de 2026 mantiveram famílias tradicionais no centro da política brasileira, com vitórias e derrotas de parentes de ex-presidentes, governadores, senadores e deputados. O primeiro turno definiu a disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também renovou parte da representação no Congresso e nos governos estaduais.

Segundo levantamento publicado pelo g1, integrantes de clãs políticos elegeram três governadores, dez senadores, dois suplentes de senador, 19 deputados federais e nove deputados estaduais. Outros quatro candidatos a governador, nove ao Senado, cinco à Câmara e quatro às assembleias legislativas não conseguiram se eleger.

Entre os Bolsonaro, quatro dos seis integrantes que disputaram cargos foram eleitos. Michelle Bolsonaro (PL-DF) e Carlos Bolsonaro (PL-SC) conquistaram vagas no Senado, enquanto Jair Renan Bolsonaro e Renato Bolsonaro, ambos pelo PL de Santa Catarina, foram eleitos deputados federais. Rogéria Bolsonaro (PL-RJ) perdeu a disputa pela Câmara, e Flávio Bolsonaro ainda concorre à Presidência no segundo turno.

No Pará, Helder Barbalho (MDB) foi eleito senador e Jader Filho (MDB) conquistou uma vaga na Câmara. Elcione Barbalho (MDB), mulher do ex-governador Jader Barbalho, não foi eleita para a Assembleia Legislativa.

Em Alagoas, a família Calheiros teve resultados distintos. Renan Filho (MDB) perdeu a disputa pelo governo estadual e Renan Calheiros (MDB) não se elegeu senador, enquanto Remi Calheiros (MDB) foi eleito deputado estadual. Renildo Calheiros (PCdoB-PE) não conseguiu uma cadeira na Câmara.

No Maranhão, Josimar de Maranhãozinho (PL), que não disputou a reeleição, ajudou a eleger quatro familiares: os sobrinhos Aldir Júnior e Fabiana Vilar para a Câmara, além da mulher, Detinha, e do filho, Josimar Júnior, para a Assembleia Legislativa.

A família Arraes também teve desempenho dividido em Pernambuco. Marília Arraes (PDT) foi eleita senadora, enquanto Maria Arraes e Pedro Campos, ambos do PSB, conquistaram vagas na Câmara. João Campos (PSB) perdeu a disputa pelo governo estadual, e Daniel Valença (PSOL) não foi eleito deputado estadual.

No Ceará, Ciro Gomes (PSDB) não venceu a corrida pelo governo, mas Cid Gomes (PSB) foi eleito senador. Lucio Gomes ficou como segundo suplente, e Lia Gomes foi eleita deputada estadual. No Maranhão, Roseana Sarney (MDB) perdeu a disputa pelo Senado, encerrando, segundo o levantamento, a presença eleitoral da família Sarney desde 1954.

As alianças familiares também apareceram entre casais. As mulheres dos governadores eleitos JHC, do Alagoas, Dr. Furlan, do Amapá, e Sergio Moro, do Paraná, venceram disputas para o Senado ou para a Câmara. Gracinha Caiado (União Brasil), mulher do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, também foi eleita senadora.

Outros resultados envolveram Arthur Lira (PP-AL), eleito senador, e o filho, Alvinho Lira (PP), eleito deputado federal aos 20 anos. Eduardo Cunha (Republicanos) não voltou à Câmara, mas a filha, Dani Cunha (PL), foi eleita. Na Paraíba, Hugo Motta (Republicanos) manteve o mandato de deputado federal, enquanto o pai, Nabor Wanderley, perdeu a disputa pelo Senado.

Fonte: g1

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