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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Irmãs são mortas após serem levadas de casa por falsos policiais no Ceará

Duas irmãs foram levadas de casa por falsos policiais e encontradas mortas em Tauá, no Ceará. Um suspeito foi preso.

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Duas irmãs, de 15 e 17 anos, foram encontradas mortas na terça-feira (13), em uma área de mata de Tauá, no interior do Ceará, um dia depois de serem retiradas de casa por homens que se passaram por policiais.

Segundo informações apuradas pelo g1 com fontes policiais, quatro suspeitos chegaram à residência das adolescentes, na localidade de Cachoeira de Fora, zona rural de Arneiroz, em um carro branco. As jovens foram rendidas, tiveram as mãos presas com abraçadeiras de nylon e levadas do local.

De acordo com o relato, os homens disseram inicialmente que eram policiais, mas admitiram à família que não pertenciam às forças de segurança e que matariam as adolescentes. Os corpos foram localizados na comunidade de Angicos, em Tauá, a cerca de 44 quilômetros da casa onde elas viviam.

A polícia não informou oficialmente a motivação do duplo homicídio. Conforme a apuração jornalística, as irmãs haviam se mudado para a casa dos avós, em Arneiroz, após suposto envolvimento com integrantes de uma facção criminosa.

A investigação também apura a hipótese de que uma das adolescentes tenha iniciado um relacionamento com um homem ligado ao Comando Vermelho (CV), grupo rival do Primeiro Comando da Capital (PCC). A suspeita é que integrantes do PCC tenham interpretado o relacionamento como uma mudança de grupo, mas essa versão ainda não foi confirmada oficialmente.

Um homem de 27 anos, identificado como Antônio Wellington Alves Pires, foi preso em Tauá no mesmo dia em que os corpos foram encontrados. Segundo a polícia, ele responde por tráfico de drogas e foi autuado em flagrante por homicídio qualificado.

A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva durante audiência de custódia realizada na quarta-feira (14). A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que as diligências continuam para identificar e prender outros suspeitos.

Fonte: g1

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