Famílias tradicionais da política brasileira conquistaram 43 vitórias no primeiro turno das eleições de 2026, segundo levantamento do g1. O resultado inclui três governos estaduais, dez vagas ao Senado, duas suplências, 19 cadeiras na Câmara dos Deputados e nove assentos em assembleias legislativas.
O primeiro turno também definiu a disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que avançaram para a segunda etapa. Ao todo, mais de seis dezenas de candidatos ligados por parentesco a políticos históricos ou concorrentes neste ano foram identificados no levantamento.
Entre os grupos com maior número de eleitos está a família Bolsonaro. Michelle Bolsonaro foi eleita senadora pelo Distrito Federal, enquanto Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Renato Bolsonaro venceram disputas para o Senado e a Câmara por Santa Catarina. Flávio Bolsonaro ainda disputa a Presidência, e Rogéria Bolsonaro não foi eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro.
No Pará, Helder Barbalho conquistou uma vaga no Senado e Jader Filho foi eleito deputado federal. Elcione Barbalho, mulher de Jader Barbalho, não conseguiu uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Em Alagoas, a família Calheiros teve resultados distintos. Renan Filho perdeu a disputa pelo governo estadual, Renan Calheiros não foi eleito senador e Remi Calheiros conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa. Renildo Calheiros também não se elegeu deputado federal por Pernambuco.
O grupo Maranhãozinho, no Maranhão, elegeu quatro integrantes: Aldir Júnior e Fabiana Vilar para a Câmara dos Deputados, além de Detinha e Josimar Júnior para a Assembleia Legislativa.
Entre os descendentes do ex-governador pernambucano Miguel Arraes, Marília Arraes venceu a disputa pelo Senado, enquanto Maria Arraes e Pedro Campos foram eleitos deputados federais. João Campos perdeu a corrida pelo governo de Pernambuco, e Daniel Valença não conquistou uma vaga na Assembleia.
Os resultados também variaram entre os Gomes, no Ceará. Cid Gomes foi eleito senador, Lucio Gomes ficou como segundo suplente e Lia Gomes venceu para deputada estadual. Ciro Gomes, por sua vez, perdeu a disputa pelo governo.
No Maranhão, Roseana Sarney não foi eleita senadora. Com a derrota, a família Sarney deixa de ter um representante eleito, segundo o levantamento, pela primeira vez desde 1954.
O levantamento também registrou vitórias de cônjuges de políticos. Marina JHC e Rayssa Furlan foram eleitas senadoras, enquanto Rosângela Moro e Gracinha Caiado venceram disputas para a Câmara e o Senado, respectivamente. Sandra Braga foi escolhida suplente de Eduardo Braga no Amazonas.
Houve ainda casos de parentes eleitos para diferentes cargos. Arthur Lira foi eleito senador por Alagoas e seu filho, Alvinho Lira, conquistou uma vaga na Câmara. Em Minas Gerais, Eduardo Cunha perdeu a disputa para deputado federal, mas sua filha, Dani Cunha, foi eleita.
Fonte: g1