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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Ações de varejistas e serviços caem na Bolsa com fim da escala 6x1

Ações de varejistas e empresas de serviços recuam na Bolsa após aprovação do fim da escala 6x1, com expectativa de aumento de custos.

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As ações de varejistas e empresas de serviços recuaram na Bolsa brasileira nesta quinta-feira (15), após a aprovação do fim da escala 6x1 e da limitação da jornada a 40 horas semanais. Analistas avaliam que a mudança pode elevar custos operacionais e pressionar a rentabilidade de setores intensivos em mão de obra.

Supermercados e redes de vestuário estão entre os segmentos apontados como mais expostos por Lucca Silva, gestor de ações da Persevera Asset. Segundo ele, essas empresas têm participação relevante de despesas com pessoal em seus custos.

A corretora Monte Bravo também estima pressão sobre os custos, especialmente com a redução gradual da jornada sem diminuição salarial. O impacto, de acordo com a instituição, dependerá da adaptação das empresas e de eventuais ajustes regulatórios.

Para Andréa Angelo, estrategista de inflação da Warren Rena, a redução da escala pode provocar um aumento real de 6% no salário mínimo ao longo dos próximos 14 meses, com possível repasse para os preços. Ela cita serviços domésticos, alimentação, turismo, lazer e planos de saúde entre os setores mais afetados.

A ampliação das equipes para compensar o aumento do número de folgas também tende a elevar as despesas, segundo Régis Chinchila, analista da Terra Investimentos. Ele aponta supermercados, que precisam manter operações contínuas em áreas como caixas, reposição, açougue, padaria, logística e atendimento.

Entre as empresas cujas ações podem ser mais impactadas, o analista cita SmartFit, RD Saúde, C&A, Renner, Grupo Mateus e Assaí. Chinchila afirma, porém, que o efeito não será uniforme e que não é possível concluir que todas terão perda de rentabilidade.

Na sessão desta quinta-feira, a MRV recuava 6%, enquanto Magazine Luiza caía 4,7%, C&A perdia 3,55%, SmartFit baixava 3,4% e Assaí registrava queda de 3%. Analistas também relacionaram o movimento à pesquisa Quaest sobre o segundo turno e à aversão ao risco no exterior.

Fonte: O Globo

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