A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (14), em São Paulo, a Operação Tróia para investigar fraudes bancárias contra idosos e aposentados de Presidente Prudente, no interior do estado. Segundo a investigação, os suspeitos usavam falsos atendimentos domiciliares de saúde para obter dados biométricos e movimentar contas das vítimas.
Seis pessoas foram localizadas durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na capital paulista. Os policiais apreenderam celulares, máquinas de cartão, chips de telefonia, jalecos, uma peruca e um equipamento de massagem que, conforme a polícia, poderiam ser usados para simular atendimentos e dar aparência de legitimidade às abordagens.
As investigações começaram após seis vítimas registrarem boletins de ocorrência na Central de Polícia Judiciária de Presidente Prudente. O prejuízo estimado é de cerca de R$ 70 mil.
De acordo com a Polícia Civil, mulheres se apresentavam como agentes de saúde e ofereciam supostos atendimentos nas residências. Depois de conquistar a confiança dos moradores, elas obtinham a biometria facial para acessar contas bancárias e abrir outras contas de forma fraudulenta.
A polícia afirma que o grupo teria contratado empréstimos e antecipado o 13º salário das vítimas sem autorização. Os valores eram inicialmente transferidos para contas abertas em nome dos próprios idosos e, depois, distribuídos em quantias menores para outros integrantes do grupo.
Em uma das casas vistoriadas, os agentes também encontraram grande quantidade de drogas. O responsável pelo imóvel foi preso em flagrante por suspeita de tráfico, e a ocorrência foi encaminhada à 2ª Delegacia de Capturas, do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE), que apoiou a operação.
A investigação continua para esclarecer a participação de cada envolvido, analisar os materiais apreendidos e rastrear o destino do dinheiro. O nome da operação faz referência ao cavalo de Tróia, associado à entrada em um ambiente protegido sob uma aparência inofensiva.
A Polícia Civil orienta que moradores confirmem a identidade de profissionais e a finalidade de visitas diretamente com unidades de saúde, por canais oficiais. Pedidos de senhas, acesso a aplicativos bancários ou reconhecimento facial durante supostos atendimentos devem ser tratados com desconfiança.