Partidos de oposição no Senado devem liberar suas bancadas para a votação da PEC que acaba com a escala 6x1, com expectativa de análise em primeiro e segundo turnos nesta quarta-feira (14).
A decisão foi confirmada pelo líder do bloco Vanguarda, que reúne PL e Novo, senador Wellington Fagundes (PL-MT). Segundo ele, o apoio declarado à proposta pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, contribuiu para a mudança de posição.
Fagundes afirmou que a proposta tem forte apoio popular e deverá ser aprovada com facilidade pelo Senado. Ele também disse que pretende discursar a favor do fim da escala 6x1 durante a votação em segundo turno.
A líder do PP no Senado, Tereza Cristina (MS), também declarou esperar que a votação seja concluída nesta quarta-feira. Ela afirmou, porém, que o setor produtivo será prejudicado pela mudança.
Uma reunião dos partidos de oposição prevista para esta quarta-feira, para discutir a posição das bancadas, foi cancelada. Para acelerar a tramitação, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou um requerimento de calendário especial para a PEC.
O requerimento tem apoio de partidos e blocos que reúnem 56 senadores, dois a mais que o mínimo de 54 exigido para sua aprovação.
A proposta prevê substituir a jornada de seis dias de trabalho e um de folga por uma escala de cinco dias trabalhados e dois de descanso, sem redução salarial. A jornada semanal passaria de 44 para 42 horas 60 dias após a promulgação da emenda e cairia para 40 horas um ano depois.
Fonte: O Globo