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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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JUSTIÇA

MPF pede prisão preventiva de PM réu pela morte de estudante em SP

MPF pede ao STJ a prisão preventiva de PM réu pela morte de estudante de medicina em hotel de São Paulo.

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O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a prisão preventiva do policial militar Guilherme Augusto Macedo, réu pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, em um hotel de São Paulo, em novembro de 2024.

O parecer foi enviado ao STJ em 9 de outubro de 2026 pelo subprocurador-geral da República José Elaeres Marques Teixeira. Para o MPF, a gravidade concreta do caso e o risco à ordem pública justificam a prisão com base no artigo 312 do Código de Processo Penal.

Segundo a manifestação, o estudante teria dado um tapa no retrovisor de uma viatura, sem provocar danos materiais, e foi perseguido pelo policial até o saguão do hotel onde estava hospedado. O documento afirma que a vítima estava desarmada e sem camisa quando foi mantida sob a mira de uma arma de fogo.

Ainda de acordo com o parecer, o policial Bruno Carvalho do Prado chutou o jovem e caiu após perder o equilíbrio. Nesse momento, Guilherme Augusto Macedo teria efetuado um disparo contra o abdômen da vítima, causando lesões fatais.

O MPF sustenta que o episódio não se limitou a uma atuação policial excessiva ou inadequada, porque envolveu o uso de arma institucional contra uma pessoa que, segundo o órgão, não representava ameaça concreta. A manifestação também considera insuficientes as medidas cautelares alternativas à prisão.

Em fevereiro de 2026, a Justiça de São Paulo decidiu que os policiais devem ser submetidos a júri popular. A data do julgamento ainda não foi definida. O STJ deverá analisar o pedido de prisão após o parecer do MPF.

Fonte: G1

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