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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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COTIDIANO

Chuva derruba velocidade do trânsito de São Paulo em até 14,8%

Estudo da Geotab aponta que tempestades severas reduzem em até 14,8% a velocidade média do trânsito em São Paulo.

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A velocidade média dos veículos em São Paulo caiu até 14,8% durante tempestades severas, segundo estudo da Geotab divulgado nesta quarta-feira (14). O impacto foi o maior entre as metrópoles latino-americanas analisadas pela empresa.

O levantamento avaliou mais de 3 milhões de deslocamentos realizados por cerca de 10 mil veículos monitorados entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026. Em qualquer episódio de chuva, a redução média da velocidade na capital foi de 3,2%.

Buenos Aires registrou queda de 10,4% durante tempestades severas, enquanto a Cidade do México teve redução de 7,1%. Em São Paulo, os maiores impactos foram observados em corredores como as marginais Tietê e Pinheiros, a Radial Leste e o Corredor Norte-Sul.

Segundo a Geotab, o estudo considerou deslocamentos em cerca de 10 mil trechos de ruas, avenidas e rodovias urbanas localizados em um raio de até oito quilômetros do centro da cidade. A empresa monitora principalmente veículos comerciais de logística, entregas e prestação de serviços.

Dados da Secretaria Nacional de Trânsito indicam que a frota paulistana chegou a aproximadamente 10,1 milhões de veículos em 2026. Em 2006, eram 4,9 milhões, crescimento de cerca de 106% no período.

Registros da Companhia de Engenharia de Tráfego também mostram a relação entre chuva e lentidão. Dos 20 maiores índices de congestionamento registrados na cidade em 2026, 13 ocorreram em dias com chuva.

Para o urbanista Flaminio Fichmann, assessor da presidência do Instituto de Engenharia, os temporais expõem um sistema viário que já opera próximo do limite. Ele citou alagamentos, quedas de árvores, buracos, falhas semafóricas e acidentes como fatores que agravam a perda de fluidez.

Fichmann também afirmou que parte dos usuários migra do transporte coletivo para o carro em dias chuvosos, aumentando a pressão sobre uma malha viária que permanece com a mesma capacidade. Ele defendeu investimentos em transporte público, corredores de ônibus, sistemas de BRT e obras de drenagem.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que os registros de alagamentos caíram 23% entre 2023 e 2025, de 822 para 632 ocorrências. A administração afirmou ainda ter investido R$ 11 bilhões em drenagem entre 2021 e setembro de 2026, além de manter monitoramento permanente por meio do Plano de Prevenção às Chuvas e da Operação Chuvas da CET.

Fonte: g1

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