As quatro linhas do Metrô de São Paulo que funcionam de forma ininterrupta entre a noite de sábado e a manhã de domingo registraram 696 mil embarques desde o início do projeto experimental, em dezembro de 2025, até 4 de outubro de 2026.
A média foi de 15,8 mil passageiros por noite, segundo dados do Metrô. A operação atende as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, todas administradas pela companhia estadual, e teve o período de testes prorrogado até 31 de janeiro de 2027.
Durante uma madrugada acompanhada pelo g1, os passageiros tinham perfis variados. Havia pessoas voltando de shows e festas, trabalhadores encerrando o expediente, entregadores de aplicativo e usuários que iniciavam a jornada.
Uma pesquisa do Metrô aponta que 66% dos passageiros são homens, principalmente jovens de 18 a 34 anos com ensino médio completo. O lazer aparece como motivo de 72% dos deslocamentos, enquanto o trabalho responde por 27%.
A estação Palmeiras-Barra Funda, na Linha 3-Vermelha, lidera o movimento desde o início da operação, com cerca de 88 mil embarques. A região concentra casas de shows, bares e eventos que atraem passageiros durante a noite.
O fluxo diminuiu ao longo da madrugada e os intervalos entre os trens aumentaram. Na estação Sé, que conecta as linhas 1-Azul e 3-Vermelha, o tempo de espera chegou a superar 20 minutos.
A operação, porém, não inclui as linhas administradas pela iniciativa privada nem garante conexões durante toda a madrugada. Na Barra Funda, passageiros que precisavam usar linhas de trem tiveram de aguardar a reabertura das conexões, enquanto na estação Consolação usuários esperaram pela abertura da Linha 4-Amarela, também privada.
O serviço também alterou o funcionamento de estabelecimentos nas estações. Na Barra Funda, lojas de alimentos e doces passaram a permanecer abertas até as 2h aos domingos, segundo funcionários ouvidos pela reportagem.
Fonte: g1