Duas irmãs, de 15 e 17 anos, foram encontradas mortas nesta terça-feira (13), em Tauá, no interior do Ceará, um dia após serem retiradas à força da casa onde moravam, na zona rural de Arneiroz. Segundo a investigação, homens se passaram por policiais para levar as adolescentes.
De acordo com informações apuradas pelo g1, quatro homens chegaram à residência em um carro branco e renderam as jovens. Elas tiveram as mãos presas com abraçadeiras de nylon, e os criminosos teriam ameaçado matar familiares caso a Polícia fosse acionada.
As ameaças teriam atrasado a comunicação do crime às autoridades. Conforme a decisão da audiência de custódia, realizada nesta quarta-feira (14), os familiares relataram ameaças de morte destinadas a impedir que o caso fosse comunicado.
Antônio Wellington Alves Pires, de 27 anos, foi preso em Tauá no mesmo dia em que os corpos foram localizados. Ele foi autuado em flagrante por homicídio qualificado e teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça; o suspeito já respondia a um processo por tráfico de drogas.
A Polícia investiga uma possível relação do duplo homicídio com facções criminosas e com o relacionamento amoroso de uma das vítimas. Segundo fontes policiais ouvidas pelo g1, as irmãs teriam deixado Tauá para tentar fugir de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), e uma delas teria iniciado um relacionamento com um homem ligado ao Comando Vermelho (CV).
A hipótese investigada é que integrantes do PCC tenham suspeitado de uma mudança de vínculo das jovens para a facção rival. As circunstâncias das mortes, a participação dos demais envolvidos e a motivação do crime ainda são apuradas.
Fonte: g1 Ceará