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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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JUSTIÇA

MPCE pede que três investigados por morte em clínica de Fortaleza respondam por dolo eventual

MPCE pede que três investigados pela morte de empresário em clínica de Fortaleza respondam por homicídio com dolo eventual.

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O Ministério Público do Ceará (MPCE) pediu à Justiça que três investigados pela morte do empresário João Victor Batista Pinheiro respondam por homicídio com dolo eventual. O empresário, de 45 anos, morreu em 18 de agosto de 2026 durante um procedimento estético em uma clínica de Fortaleza.

O pedido foi apresentado pela 89ª Promotoria de Justiça de Fortaleza e diverge do indiciamento da Polícia Civil, que apontou homicídio culposo — quando não há intenção de matar. A análise do MPCE ainda precisa ser apreciada pela Justiça.

Os investigados são Michele França Soares Silvestre, proprietária da clínica e cirurgiã-dentista; Walédya Araújo Lopes Melo, anestesista; e Heraldo Simões Ferreira Filho, cirurgião-dentista. Segundo o Ministério Público, os elementos reunidos indicam a necessidade de avaliar se os profissionais tinham conhecimento dos riscos envolvidos e, mesmo assim, aceitaram a possibilidade de um resultado fatal.

De acordo com o MPCE, o procedimento era eletivo e havia sido programado previamente. João Victor faria um lifting na região das têmporas, após receber anestesia, quando apresentou uma intercorrência respiratória.

Conforme documento da Perícia Forense citado na reportagem, o empresário começou a espumar pela boca e foi submetido a sete ciclos de manobras de reanimação, mas não sobreviveu. O Ministério Público também apontou questionamentos sobre a estrutura da clínica, a disponibilidade de equipamentos e a medicação utilizada.

Se a Justiça acolher o pedido, o caso poderá ser encaminhado a uma Vara do Júri, responsável pela análise de crimes dolosos contra a vida. Isso não representa condenação dos investigados, que ainda não foram julgados.

A clínica afirmou, em nota divulgada após a morte, que adotou as condutas médicas cabíveis durante o atendimento. A anestesista também declarou que a equipe atuou diante da intercorrência e que aguardaria o laudo pericial oficial. As defesas de Michele e Walédya não haviam respondido até a publicação da reportagem, e a defesa de Heraldo não foi localizada.

Fonte: g1

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