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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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SAÚDE

Farmacêutico alerta para riscos de medicamentos indicados por influenciadores

Farmacêutico alerta que recomendações de medicamentos por influenciadores podem estimular automedicação, interações e efeitos adversos.

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O farmacêutico e professor Paulo Arrais alertou, em entrevista ao g1 Ceará publicada nesta quarta-feira (14), para os riscos de seguir recomendações de medicamentos, vitaminas e suplementos feitas por influenciadores digitais sem avaliação profissional.

Segundo Arrais, criadores de conteúdo não conhecem as condições de saúde, os hábitos e as necessidades individuais dos seguidores. Por isso, um produto que pode ser adequado para uma pessoa pode causar efeitos adversos ou ser contraindicado para outra.

O professor também associou o problema ao autodiagnóstico e ao uso de inteligência artificial para interpretar sintomas. Ele afirmou que essas ferramentas não realizam exame físico nem fazem uma investigação clínica completa, o que pode levar a diagnósticos equivocados e ao uso desnecessário de medicamentos.

A automedicação pode envolver remédios para dor, anti-inflamatórios, antibióticos, vitaminas e suplementos. Além da escolha do produto, a dose, o tempo de uso, a apresentação e a combinação com outros medicamentos podem provocar intoxicações, interações e reações adversas.

O uso prolongado de analgésicos e anti-inflamatórios preocupa especialmente, porque pode causar problemas renais e mascarar doenças que precisam de investigação. Arrais também citou o efeito rebote, no qual o consumo frequente de analgésicos pode contribuir para a repetição de dores de cabeça.

As chamadas farmacinhas domésticas são outro fator de risco, principalmente quando guardam sobras de tratamentos interrompidos. O farmacêutico recomendou atenção ao armazenamento, já que umidade, como a presente em banheiros, pode prejudicar alguns produtos, e alertou para o risco de ingestão acidental por crianças.

Para medicamentos vendidos sem receita, a orientação é consultar um farmacêutico sobre dose, duração, contraindicações e possíveis interações. A leitura da bula também é recomendada, mas dúvidas e sintomas persistentes devem ser avaliados por profissionais de saúde.

Paulo Arrais integra o Grupo de Prevenção ao Uso Indevido de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará (UFC). O grupo mantém um Centro de Informação sobre Medicamentos, que, segundo o professor, atende pelo telefone (85) 3366-8293.

Fonte: g1 Ceará

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