O Comitê Olímpico do Brasil (COB) entregará nesta semana aos comitês de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) um plano com propostas para o esporte. A entidade quer reforçar a importância do Ministério do Esporte antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
O presidente do COB, Marco La Porta, afirmou que existe o temor de que a pasta volte a ser uma Secretaria Especial caso Flávio Bolsonaro seja eleito. A mudança ocorreu em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro, quando o Ministério do Esporte foi incorporado ao Ministério da Cidadania.
Flávio Bolsonaro já declarou que pretende reduzir o número de ministérios e cargos comissionados, mas não especificou quais estruturas seriam afetadas. Em uma transmissão ao vivo, porém, afirmou que o Ministério do Esporte será uma das principais pastas de seu governo e que não pretende extingui-lo.
Em nota, a campanha do candidato do PL disse que a redução do número de ministérios está prevista no plano de governo, mas afirmou que nenhum ministério essencial será extinto. Segundo o comunicado, a estrutura do governo será analisada durante a transição e ao longo da gestão.
Para La Porta, não basta manter o ministério formalmente. O dirigente defende que a pasta tenha relevância no governo, orçamento, planejamento e recursos liberados para evitar a interrupção de projetos esportivos.
O plano do COB foi elaborado com a participação de entidades, comitês e representantes do setor. Entre as propostas estão a manutenção do Ministério do Esporte, a implementação do Plano Nacional do Esporte, o fortalecimento do Bolsa Atleta e o aperfeiçoamento dos incentivos tributários para a área.
O documento cita dados do Vigitel 2024, segundo os quais 42,3% dos adultos das capitais brasileiras atingem os níveis recomendados de atividade física no tempo livre. La Porta também mencionou o programa Revelar Talentos, lançado em abril de 2024, e afirmou que cinco confederações ainda não receberam os recursos previstos para 2026.
O Ministério do Esporte foi criado em 1995, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, e teve Pelé como primeiro ministro. A pasta passou por fusões e recriações até ser separada novamente do Ministério da Cidadania no atual governo.
Fonte: O GLOBO