O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta terça-feira (13) que a embaixadora americana na Grécia, Kimberly Guilfoyle, deixe o cargo em meio a acusações de cobrança de pagamentos e oferta de acesso privilegiado ao governo.
A porta-voz da Casa Branca, Katie Zacharia, afirmou que o governo pediu a renúncia de Guilfoyle e desejou sucesso à embaixadora. O Departamento de Estado não informou se ela cumpriu a ordem, e Guilfoyle não se pronunciou.
As acusações foram divulgadas na semana passada pelo Wall Street Journal. Segundo o jornal, Guilfoyle teria exigido que o empresário e apoiador de Trump Eric Deters pagasse uma fatura de US$ 100 mil de seu cartão American Express.
De acordo com as mensagens obtidas pelo jornal, a cobrança ocorreu em julho de 2025, enquanto Guilfoyle aguardava a confirmação de sua indicação para a embaixada em Atenas. Em troca do pagamento, ela teria prometido ajudar Deters a obter apoio do governo em questões fiscais e jurídicas.
Deters afirmou que não tinha o dinheiro e descreveu o episódio como uma troca de favores. Guilfoyle e seus assessores contestaram as acusações e disseram que o empresário devia dinheiro a ela, além de afirmarem que a embaixadora agiu de acordo com as normas do funcionalismo público.
Reportagens anteriores do Wall Street Journal também questionaram a proximidade de Guilfoyle com empresários do setor de energia dos Bálcãs, após relatos de jantares, recepções e viagens em jatos particulares. A relação com um lobista de uma construtora grega levantou dúvidas sobre possível favorecimento a interesses privados.
O secretário de Estado, Marco Rubio, questionou publicamente as reportagens, enquanto o vice-presidente JD Vance disse não gostar da venda de acesso a autoridades, mas afirmou não ter segurança de que as acusações correspondessem ao caso específico.
Fonte: O Globo