Os programas de governo de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apresentam propostas diferentes para o esporte feminino nas eleições de 2026. Enquanto o petista cita a Copa do Mundo de Futebol Feminino, o candidato do PL propõe limitar a categoria feminina a atletas do sexo feminino.
O programa de Flávio afirma que o esporte feminino deve ser um espaço de competição justo e defende sua proteção. O texto argumenta que atletas que não nasceram do sexo feminino poderiam manter vantagens físicas mesmo após tratamento hormonal, mas não utiliza os termos “trans” ou “transgênero”.
A proposta prevê que a categoria feminina, da base ao alto rendimento, seja disputada por atletas do sexo feminino. Segundo o documento, a medida teria como objetivo preservar a equidade e evitar interferências de “agendas ideológicas”.
Questionado, o comitê de campanha de Flávio não detalhou como a proposta seria aplicada e informou que, no esporte feminino de alto rendimento, serão respeitados os regulamentos de cada federação.
O plano do candidato também prevê o Programa Escola de Campeões, parcerias entre o poder público e a iniciativa privada, o incentivo ao paradesporto, o aperfeiçoamento das bolsas esportivas e a redução da dependência de recursos públicos no esporte de alto rendimento.
O programa de Lula não menciona atletas trans ou transgêneros. O documento cita a realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino na América do Sul e afirma que o governo continuará trabalhando para o sucesso do evento, com o objetivo de estimular a prática da modalidade no Brasil.
Entre as propostas do PT estão a implementação da Universidade do Esporte, a ampliação do apoio às Arenas Brasil, o fortalecimento do Bolsa Atleta e a manutenção do patrocínio de empresas estatais para o ciclo olímpico e paralímpico.
Fonte: O Globo