Pesquisadores do Archaeological Legacy Institute e da Universidade Purdue desembarcaram em 12 de outubro na ilha de Nikumaroro, no Pacífico, para investigar um objeto que pode ser parte do avião de Amelia Earhart, desaparecido em 1937.
Batizado de Objeto Taraia, o material foi identificado em imagens de satélite em 2020, próximo a uma lagoa. Alguns especialistas acreditam que ele seja um fragmento da aeronave, enquanto outros avaliam que as imagens podem mostrar apenas uma árvore caída.
Segundo Rick Pettigrew, líder da expedição, a equipe está perto de determinar a natureza do objeto. A missão deve durar cinco dias e inclui a busca por materiais magnéticos e outros indícios na Península de Taraia.
Na etapa final, os pesquisadores pretendem drenar e remover sedimentos para inspecionar visualmente o objeto, localizado a cerca de três metros da costa, em águas com aproximadamente 1,5 metro de profundidade.
As condições do El Niño podem limitar as atividades em terra. A equipe também terá de lidar com caranguejos-dos-coqueiros, que são ativos à noite e podem levar os pesquisadores a passar as noites a bordo do navio Marin Mainiku.
O arqueólogo marinho Michael Krivor afirmou que o sistema meteorológico e o deslocamento seguro pelos canais abertos do recife também preocupam a expedição. A embarcação percorreu cerca de 830 milhas pelo Pacífico Sul para levar o grupo à ilha.
Amelia Earhart desapareceu em 2 de julho de 1937, durante uma tentativa de dar a volta ao mundo. Ela e o navegador Fred Noonan partiram de Lae, na Papua-Nova Guiné, com destino à ilha Howland, mas não conseguiram localizar o ponto de reabastecimento e desapareceram.
A explicação oficial é que problemas de comunicação impediram a dupla de encontrar a ilha. Sem combustível, o avião teria caído no oceano, embora outras teorias apontem Nikumaroro como possível local de pouso ou queda.
Fonte: O Globo