Os houthis afirmaram nesta terça-feira, 13 de outubro de 2026, que a Arábia Saudita atacou uma instalação da Companhia Petrolífera do Iêmen em Sana, após a coalizão liderada por Riad ordenar a retirada de civis da área.
O porta-voz da coalizão pediu que a população deixasse as imediações da instalação, localizada em Al-Sabaha, nos arredores da capital, “para sua própria segurança”. Um correspondente da AFP relatou ter ouvido uma explosão em Sana.
A emissora Al Masira, ligada aos houthis, afirmou que a instalação era alvo de uma “agressão saudita”. Antes do ataque, o porta-voz militar houthi Yahya Saree havia ameaçado responder de forma “dura e dolorosa” a qualquer ofensiva.
A Companhia Petrolífera do Iêmen declarou ter adotado medidas de emergência e afirmou que suas reservas estão em locais seguros e em quantidade suficiente para atender à população por longos períodos.
A Arábia Saudita também informou nesta terça-feira que interceptou três drones ao norte de Riad. O país apoia militarmente o governo iemenita desde 2015, na guerra contra os houthis.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha pediu uma “desescalada urgente” no Oriente Médio e alertou que a intensificação dos combates pode ter consequências “desastrosas”. A Organização Mundial da Saúde informou que os casos suspeitos de cólera triplicaram no Iêmen em três semanas.
Fonte: O Globo