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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Greta Thunberg participa de protesto estudantil na França

Greta Thunberg participa de protesto estudantil na França, que entra na terceira semana com atos por melhores condições nas escolas.

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A ativista sueca Greta Thunberg participou nesta terça-feira, 13 de outubro de 2026, de um protesto estudantil em Saint-Denis, ao norte de Paris, durante a terceira semana consecutiva de mobilização por melhores condições de ensino e infraestrutura escolar.

Em frente ao liceu Paul Éluard, um dos epicentros do movimento, Thunberg afirmou que os jovens estão tendo o futuro roubado e que as escolas não recebem os investimentos necessários. Ela também disse estar "enormemente orgulhosa" da juventude francesa.

Milhares de estudantes do ensino médio, universitários e professores participaram de atos em várias cidades, com apoio de sindicatos. Também foram registrados novos confrontos entre manifestantes e forças de segurança após bloqueios realizados pela manhã.

Segundo o Ministério do Interior, 161,5 mil pessoas participaram das manifestações em todo o país, incluindo cerca de 41,5 mil em Paris. A organização do movimento estima 480 mil participantes.

Os estudantes, em sua maioria entre 15 e 18 anos, reivindicam medidas contra a falta de professores, jornadas de aulas consideradas excessivas e problemas de infraestrutura. O ministro da Educação, Édouard Geffray, anunciou na semana passada a contratação de 3 mil professores substitutos, mas as organizações consideraram a medida insuficiente e passaram a exigir um plano de 10 bilhões de euros para as escolas secundárias.

O movimento também pode se juntar a protestos mais amplos contra o alto custo de vida, convocados para sábado. Uma pesquisa do instituto Cluster 17, publicada no domingo, apontou que 57% dos franceses apoiam a mobilização estudantil.

O presidente Emmanuel Macron pediu "calma, ordem e respeito tanto às pessoas quanto ao patrimônio" durante a continuidade dos protestos. O governo enfrenta pressão para conter os gastos públicos e reduzir o déficit fiscal para 5% do Produto Interno Bruto até 2027.

Fonte: O Globo

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