A ativista sueca Greta Thunberg participou nesta terça-feira (13) de um protesto de estudantes secundaristas em Saint-Denis, ao norte de Paris, durante a terceira semana de mobilizações por melhores condições de ensino e infraestrutura escolar.
No liceu Paul Éluard, um dos pontos centrais dos atos, Thunberg afirmou que as escolas não recebem os investimentos necessários e declarou estar "enormemente orgulhosa" da juventude francesa.
A maioria dos manifestantes tem entre 15 e 18 anos. Com apoio de sindicatos e grupos universitários, os estudantes tentam manter os protestos antes das férias de outono, que interrompem as atividades escolares por 15 dias.
Após bloqueios realizados pela manhã, milhares de estudantes, universitários e professores participaram de atos em várias cidades francesas. Jornalistas da AFP registraram novos confrontos entre manifestantes e forças de segurança.
O Ministério do Interior informou que 161,5 mil pessoas participaram das manifestações em todo o país, incluindo cerca de 41,5 mil em Paris. A organização do movimento estimou o público em 480 mil pessoas.
Também há divergência sobre o impacto dos atos nas instituições de ensino. A União Estudantil afirmou que cerca de 90% das universidades estavam bloqueadas ou fechadas, enquanto as autoridades apontaram 35%; nas escolas secundárias, o ministro da Educação, Édouard Geffray, mencionou cerca de 200 unidades fechadas preventivamente, contra 3,7 mil nas semanas anteriores.
O governo anunciou na semana passada a contratação de 3 mil professores substitutos, mas as organizações estudantis consideraram a medida insuficiente. Os grupos reivindicam um plano de 10 bilhões de euros para as escolas secundárias.
O líder da organização estudantil USL, Ryad Rani, disse que os manifestantes não vão "baixar a guarda" e defendeu a participação em atos previstos para sábado contra o alto custo de vida. O presidente Emmanuel Macron pediu calma, ordem e respeito às pessoas e ao patrimônio.
Fonte: O Globo