Duane “Keffe D” Davis foi condenado nesta terça-feira (13), em Las Vegas, nos Estados Unidos, a cumprir de 40 anos de prisão à prisão perpétua pelo homicídio do rapper Tupac Shakur, ocorrido em 1996.
Davis, ex-líder de gangue, foi considerado culpado em agosto por homicídio com uso de arma letal. Pela legislação de Nevada, ele poderia ser responsabilizado mesmo sem ter efetuado os disparos, caso tivesse participado do planejamento ou da execução do crime.
O julgamento contou com 24 testemunhas de acusação e três de defesa, ouvidas ao longo de nove dias por um júri formado por 16 pessoas, incluindo quatro suplentes. Familiares de Davis acompanharam a audiência de sentença.
A pena mínima é de 40 anos. Depois desse período, Davis poderá solicitar liberdade condicional; se o pedido for negado, ele permanecerá preso pelo restante da vida.
O assassinato de Tupac permaneceu sem solução por quase três décadas. A investigação foi retomada depois de declarações dadas por Davis a veículos de comunicação em 2018 e de informações publicadas em seu livro de memórias, no qual afirmou que estava no banco dianteiro do Cadillac usado no ataque e que entregou a arma a um dos homens que estavam no banco traseiro.
O autor dos disparos não foi identificado oficialmente. Os outros três ocupantes do Cadillac morreram, segundo as informações apresentadas no caso.
Davis também foi considerado suspeito no caso do assassinato do rapper Christopher Wallace, conhecido como The Notorious B.I.G., morto a tiros em Los Angeles em março de 1997. Esse homicídio continua sem solução.
Fonte: G1