O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, defendeu neste domingo (27 de setembro de 2026) que o Exército israelense entre em “estado de guerra” na Cisjordânia ocupada e repita na região as ações realizadas em Gaza.
Em entrevista ao Ynet News, Smotrich afirmou que Israel deveria desmantelar a Autoridade Palestina, que classificou como “terrorista”, e eliminar o que chamou de infraestrutura terrorista, incluindo armas e túneis.
A declaração ocorre durante o aumento da violência contra palestinos na Cisjordânia, especialmente após o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023. Segundo a ONU, foram registrados mais de 1.330 ataques relacionados a colonos contra palestinos entre janeiro e o fim de julho, uma média de seis por dia.
Também neste domingo, a Justiça israelense determinou o adiamento por um mês do prazo final de uma licitação para um projeto de colonização na Cisjordânia. A medida busca evitar que o processo seja usado como propaganda eleitoral antes das eleições legislativas previstas para 27 de outubro.
O projeto prevê a construção de mais de 1.200 moradias na área conhecida como E1, próxima ao assentamento de Maale Adumim e perto de Jerusalém. O plano, aprovado por Israel no ano passado, pode aumentar o isolamento de Jerusalém Oriental em relação ao restante da Cisjordânia, segundo a avaliação apresentada na reportagem.
Fonte: O Globo