O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, defendeu neste domingo (27) que o país entre em "estado de guerra" na Cisjordânia ocupada e repita na região as ações realizadas em Gaza.
Em entrevista ao Ynet News, Smotrich afirmou que Israel deveria desmantelar a Autoridade Palestina, à qual atribuiu caráter terrorista, além de eliminar o que chamou de infraestrutura terrorista na região. Ele usou os termos "Judeia e Samaria", denominação bíblica israelense para a Cisjordânia.
A declaração ocorre durante o aumento da violência na Cisjordânia, especialmente após o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023. Segundo a ONU, mais de 1.330 ataques de colonos contra palestinos foram registrados entre janeiro e o fim de julho, uma média de seis por dia.
Também neste domingo, a Justiça israelense determinou o adiamento por um mês do prazo final de uma licitação para a construção de mais de 1.200 moradias no Projeto E1, próximo ao assentamento de Maale Adumim, perto de Jerusalém. O adiamento foi justificado pela necessidade de evitar que a concorrência fosse usada como propaganda nas eleições legislativas de 27 de outubro.
O projeto, aprovado por Israel no ano passado, pode ampliar o isolamento de Jerusalém Oriental em relação ao restante da Cisjordânia e reduzir a possibilidade de criação de um Estado palestino. Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967, e integrantes do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu têm defendido a anexação definitiva do território.
Fonte: O Globo