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domingo, 27 de setembro de 2026

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Roubo na Bitget entra entre os maiores ataques a criptomoedas

Roubo de cerca de US$ 351,6 milhões da Bitget entra entre os maiores ataques já registrados no mercado de criptomoedas.

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A corretora de criptomoedas Bitget informou na sexta-feira (25) que cerca de US$ 351,6 milhões, equivalentes a aproximadamente R$ 1,86 bilhão, foram transferidos sem autorização de carteiras da plataforma. O episódio passou a figurar entre os maiores roubos já registrados no mercado de ativos digitais.

A empresa suspendeu temporariamente os saques dos clientes após detectar movimentações não autorizadas em algumas carteiras conectadas à internet. A presidente-executiva da Bitget, Gracy Chen, afirmou que os fundos dos usuários estão protegidos e que o prejuízo será coberto pelos recursos da própria empresa.

Segundo a Bitget, o ataque atingiu carteiras usadas para operações online, enquanto as carteiras frias, mantidas offline, permaneceram seguras. A corretora também disse que as chaves privadas não foram comprometidas e que iniciou uma investigação com especialistas em segurança digital.

O valor inicialmente divulgado pela empresa pode ser revisado conforme o rastreamento dos ativos avance. Pesquisadores e empresas de análise de blockchain acompanharam a movimentação das criptomoedas para endereços controlados pelos invasores.

Em 2025, hackers roubaram cerca de US$ 2,9 bilhões em criptomoedas em quase 150 ataques, de acordo com a TRM Labs. O total foi fortemente influenciado pelo ataque à corretora Bybit, em fevereiro daquele ano, quando aproximadamente US$ 1,5 bilhão em ether foi levado.

Entre os maiores casos anteriores estão o ataque à Poly Network, que envolveu cerca de US$ 610 milhões em agosto de 2021; o roubo de aproximadamente US$ 540 milhões da Ronin Network, em março de 2022; e o ataque à corretora Coincheck, que levou cerca de US$ 530 milhões em janeiro de 2018.

Também está na lista o caso da Mt. Gox, corretora sediada em Tóquio que perdeu bitcoins avaliados em quase US$ 500 milhões entre 2011 e 2014. A empresa entrou em recuperação judicial em 2014, e cerca de 24 mil clientes perderam o acesso aos recursos.

Fonte: g1

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