A corretora de criptomoedas Bitget informou na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, que cerca de US$ 351,6 milhões (aproximadamente R$ 1,86 bilhão) foram retirados de algumas de suas carteiras digitais em um ataque cibernético.
Segundo a empresa, as transferências não autorizadas afetaram carteiras conectadas à internet, conhecidas como hot wallets. Os saques de clientes foram suspensos temporariamente para uma revisão de segurança, enquanto a Bitget afirmou que os recursos dos usuários permanecem protegidos.
A presidente-executiva da corretora, Gracy Chen, declarou que o prejuízo seria coberto pelo Fundo de Proteção aos Usuários da empresa, que tinha mais de US$ 464 milhões. A Bitget também afirmou que suas carteiras frias, mantidas fora da internet, não foram afetadas.
O ataque colocou o caso entre os maiores roubos de ativos digitais já registrados, embora abaixo de episódios como o da corretora Bybit, que perdeu cerca de US$ 1,5 bilhão em fevereiro de 2025. O FBI atribuiu aquele ataque a agentes ligados à Coreia do Norte, que negou envolvimento.
Entre os maiores casos anteriores estão o roubo de aproximadamente US$ 610 milhões da Poly Network, em agosto de 2021; os cerca de US$ 540 milhões retirados da Ronin Network, em março de 2022; e o ataque de US$ 530 milhões contra a corretora japonesa Coincheck, em janeiro de 2018.
Também aparece na lista o caso da Mt. Gox, então uma das maiores corretoras de bitcoin do mundo. Entre 2011 e 2014, bitcoins avaliados em quase US$ 500 milhões foram roubados, e cerca de 24 mil clientes perderam o acesso aos recursos após a empresa entrar em recuperação judicial.
Dados da empresa de inteligência blockchain TRM Labs indicam que invasores roubaram US$ 2,87 bilhões em criptomoedas em quase 150 ataques ao longo de 2025.
Fonte: g1