Israel e Irlanda se enfrentam neste domingo (27 de setembro), às 15h45 (de Brasília), na Hungria, pela segunda rodada do Grupo 3 da Liga das Nações B. O jogo ocorre em meio a pedidos de boicote, protestos e medidas especiais de segurança.
A Irlanda, que mantém histórico de apoio à causa palestina, recebeu manifestações contra a realização das partidas desde o sorteio dos grupos, em fevereiro. Pesquisas citadas pelo jornal The Journal apontaram apoio majoritário da população ao boicote, índice ainda maior entre torcedores de futebol.
A Federação Irlandesa de Futebol confirmou a participação da seleção por receio de punições da Uefa. O segundo confronto entre as equipes, marcado para 4 de outubro, foi transferido de Dublin para Backa Topola, na Sérvia, e será disputado com portões fechados.
Jogadores, clubes e entidades esportivas da Irlanda também se posicionaram contra os jogos. O goleiro reserva Gavin Bazunu decidiu não ser relacionado para as duas partidas por motivos pessoais e religiosos, enquanto o meia Jason Knight criticou publicamente a realização dos confrontos, mas deverá ser convocado.
Os atletas irlandeses planejam usar braçadeiras pretas, evitar o cumprimento aos jogadores israelenses e não conceder entrevistas. As manifestações estão relacionadas à ofensiva de Israel em Gaza, iniciada após o ataque liderado pelo Hamas em outubro de 2023.
A tensão aumentou depois que o técnico da Irlanda, Heimir Hallgrímsson, afirmou que a equipe não jogaria com o genocídio, mas contra ele. A Associação de Futebol de Israel classificou a declaração como inadequada, e o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, defendeu o treinador. Depois, Hallgrímsson disse ter usado uma palavra errada, mas manteve as críticas ao que ocorre em Gaza.
As duas seleções perderam na estreia e buscam a primeira vitória na competição. A Associação de Futebol de Israel afirmou que a confirmação da partida representa uma vitória do futebol e defendeu a separação entre esporte e política.
Fonte: O GLOBO