A investigação sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta em 13 de setembro no condomínio onde morava, no bairro Aldeota, em Fortaleza, reúne perícias, depoimentos e análise de imagens e dados de aparelhos eletrônicos. O namorado dela, João Munhoz Neto, está preso preventivamente e é investigado por violência psicológica e suspeita de indução, instigação ou auxílio ao suicídio.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, a perícia apontou politraumatismo compatível com o impacto contra o solo. A dinâmica da queda, no entanto, continua sob investigação, e não há conclusão pública definitiva sobre as circunstâncias que levaram à morte. ([noticias.uol.com.br](https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/09/21/caso-isabelle-o-que-se-sabe-e-o-que-falta-saber-sobre-morte-da-jovem.amp.htm?utm_source=openai))
Isabelle foi localizada na área comum do condomínio por volta das 20h40 de 13 de setembro. Os peritos examinaram o local onde o corpo foi encontrado, o apartamento e o rooftop do edifício. De acordo com a investigação, não foram identificados sinais de briga no apartamento, enquanto imagens e outros vestígios passaram a ser analisados para reconstruir os momentos anteriores à queda.
O caso ganhou repercussão depois que a mãe da jovem, a professora universitária Isorlanda Caracristi, afirmou que só soube da morte no dia seguinte. Ela também questionou a ausência de comunicação à família e pediu esclarecimentos sobre o que havia ocorrido.
Após a morte, a Polícia Civil tentou localizar João Munhoz para prestar esclarecimentos. Conforme relatos divulgados no curso da apuração, ele teria retornado ao condomínio para buscar pertences, deixado o local com malas e mudado de endereço. A polícia também investiga relatos de que o apartamento teria sido limpo e colocado à venda, sem afirmar publicamente que essas ações tiveram o objetivo de ocultar provas.
João prestou depoimento acompanhado de advogada e apresentou uma versão segundo a qual estava em uma missa quando recebeu as últimas mensagens de Isabelle. A defesa sustenta que a jovem teria cometido suicídio e contesta qualquer envolvimento dele na morte, enquanto a Polícia Civil apura relatos de controle e violência psicológica no relacionamento. ([gcmais.com.br](https://gcmais.com.br/noticias/2026/09/23/justica-mantem-prisao-preventiva-de-joao-munhoz-neto-apos-audiencia-de-custodia))
A prisão preventiva foi cumprida em 22 de setembro, em Fortaleza, após decisão da Justiça Estadual. A audiência de custódia realizada no dia seguinte manteve a medida, e os procedimentos judiciais relacionados ao caso tramitam em segredo de Justiça. A prisão não representa condenação, e a investigação ainda não foi concluída. ([agenciabrasil.ebc.com.br](https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-09/policia-do-ceara-prende-joao-munhoz-namorado-de-isabelle-caracristi?utm_source=openai))
A polícia também analisa mensagens, áudios, imagens de câmeras e informações extraídas de celulares e tablets. Segundo o balanço divulgado pelo g1, mais de 10 testemunhas foram ouvidas e cerca de 700 vídeos foram analisados até este domingo (27). Entre os depoentes estão familiares, amigos, um ex-namorado de Isabelle, funcionários e pessoas que estavam na piscina do condomínio no momento da queda.
O Ministério Público do Ceará informou que acompanha as investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Perícia Forense. Outras linhas de apuração não foram oficialmente descartadas, e a definição sobre a responsabilidade criminal dependerá da conclusão do inquérito e de eventual manifestação do Ministério Público. ([agenciabrasil.ebc.com.br](https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/seguranca/audio/2026-09/mp-do-ceara-acompanha-investigacoes-sobre-morte-de-isabelle-caracristi?utm_source=openai))
Fonte: g1 Ceará