A investigação sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta em um condomínio na Aldeota, em Fortaleza, chega a duas semanas com o namorado dela, João Munhoz Neto, preso preventivamente e investigado por violência psicológica e indução ao suicídio.
Isabelle foi encontrada na área comum do condomínio por volta das 20h40 de 13 de setembro. A Perícia Forense do Ceará realizou exames no pátio, no apartamento onde a jovem morava com João e no rooftop do prédio. Segundo a perícia, as lesões são compatíveis com impacto contra o solo, e não foram identificados sinais de briga no apartamento.
A mãe da estudante, Isorlanda Caracristi, afirmou que só soube da morte na manhã seguinte, quando foi ao condomínio. O relato ganhou repercussão nacional e aumentou a pressão sobre a Polícia Civil, que passou a aprofundar a apuração sobre a dinâmica da queda e o relacionamento do casal.
De acordo com a Polícia Civil, João não teria colaborado inicialmente com as investigações, teria mudado de endereço e compareceu à delegacia apenas oito dias depois da morte, acompanhado de uma advogada. A polícia também informou que o apartamento foi limpo e colocado à venda após o ocorrido, versão que ainda é apurada pelos investigadores.
João foi preso em 22 de setembro, em um apartamento na Aldeota, por força de um mandado de prisão preventiva. No dia seguinte, a Justiça manteve a prisão durante audiência de custódia. Ele permanece investigado, e não há condenação contra o bacharel em Direito. ([agenciabrasil.ebc.com.br](https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-09/policia-do-ceara-prende-joao-munhoz-namorado-de-isabelle-caracristi?utm_source=openai))
A Polícia Civil afirma ter identificado indícios de comportamento controlador e violência psicológica no relacionamento. Testemunhas relataram que Isabelle teria enfrentado restrições para sair sozinha e manter contato com outras pessoas. Essas informações integram a investigação e ainda não representam uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade de João pela morte.
Até sábado, 26 de setembro, mais de dez testemunhas haviam sido ouvidas e cerca de 700 vídeos analisados. Entre os depoentes estão familiares de João, amigos, um casal que estava na piscina do condomínio no momento da queda, o ex-namorado de Isabelle e uma diarista que trabalhava no imóvel.
A polícia também analisa imagens de segurança, dados de celulares, registros de mensagens e vestígios coletados pela perícia. Outras linhas de investigação não foram totalmente descartadas, e a dinâmica da morte ainda não foi esclarecida publicamente. ([gcmais.com.br](https://gcmais.com.br/noticias/2026/09/23/justica-mantem-prisao-preventiva-de-joao-munhoz-neto-apos-audiencia-de-custodia?utm_source=openai))
Fonte: g1 Ceará