Uma investigação do g1 identificou que pessoas envolvidas na comercialização de material de abuso sexual infantil usam o TikTok para divulgar os arquivos e transferem a negociação para grupos e conversas privadas no Telegram.
Em um dos casos, um vendedor afirmou utilizar a conta bancária de uma terceira pessoa para receber pagamentos via Pix. Segundo a reportagem, ele tentou convencer um possível comprador de que a transação não seria rastreada, mas o Banco Central informa que as operações do Pix deixam registros que podem auxiliar na identificação das contas envolvidas. ([bcb.gov.br](https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/pix-seguranca?utm_source=openai))
A Polícia Federal informou ao g1 que criminosos podem recorrer a contas de ex-companheiras, crianças ou adolescentes vítimas para dificultar a ligação entre o autor e os pagamentos. A corporação também investiga crimes relacionados ao armazenamento, compartilhamento, produção e comercialização de material de abuso sexual infantojuvenil. ([gov.br](https://www.gov.br/pf/pt-br/acesso-a-informacao/estatisticas/diretoria-de-combate-a-crimes-ciberneticos-dciber?utm_source=openai))
Os grupos monitorados pela reportagem anunciavam pacotes com diferentes volumes de vídeos e imagens, cobrados em reais ou dólares. Também havia ofertas de acesso a grupos privados e anúncios de conteúdos envolvendo violência sexual, segundo o levantamento jornalístico.
O Telegram declarou que proíbe a distribuição desse tipo de material e informou ter removido mais de 339 mil grupos e canais relacionados ao abuso sexual infantil em 2026. O TikTok afirmou que remove rapidamente publicações desse tipo, bane as contas envolvidas e encaminha casos às autoridades e organizações especializadas.
A Polícia Federal e as polícias civis realizaram, em 2 de setembro de 2026, a Operação Nacional Proteção Integral V para investigar crimes de armazenamento, compartilhamento, comercialização e produção de material de abuso sexual infantojuvenil. A ação cumpriu mandados nas 27 unidades da Federação e resultou em prisões em flagrante, prisões preventivas e no resgate de vítimas. ([gov.br](https://www.gov.br/pf/pt-br/assuntos/noticias/2026/09/pf-deflagra-operacao-nacional-protecao-integral-v-contra-abuso-sexual-de-criancas-e-adolescentes?utm_source=openai))
Denúncias de violações contra crianças e adolescentes podem ser feitas pelo Disque 100. Em situações de risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 e procurar uma delegacia de polícia ou unidade especializada.
Fonte: g1