Em artigo publicado pelo jornal O Globo, Felipe Nunes, diretor da Quaest, avalia que a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro chega à última semana com os candidatos no mesmo patamar de intenção de voto registrado em abril, mas com parte do eleitorado ainda em movimento.
Segundo Nunes, a estabilidade dos números gerais não significa imobilidade. O resultado, afirma, esconde mudanças entre candidatos, eleitores indecisos e votos nulos, especialmente entre os cerca de 10% que não se identificam com nenhum dos dois polos.
O diretor da Quaest afirma que cerca de um terço do eleitorado ainda não definiu o voto na pesquisa espontânea. Na pesquisa estimulada, o nível de indecisão é menor, mas varia entre as regiões e é mais alto no Sudeste e no Sul.
A análise aponta que os chamados "decididos indecisos", estimados em 7%, representam mais de 10 milhões de eleitores. Outros 9% dizem que a crise do Supremo Tribunal Federal pode influenciar a escolha, grupo estimado em cerca de 14 milhões de pessoas.
Para a reta final, Nunes cita três fatores: as medidas do governo voltadas às mulheres, o possível voto útil de eleitores de candidatos como Cury, Ronaldo Caiado, Renan e Romeu Zema, e o debate da TV Globo entre Lula e Flávio Bolsonaro.
O texto afirma que ainda há espaço para mudanças até 4 de outubro, principalmente entre eleitores que permanecem indecisos ou admitem trocar de candidato.
Fonte: O Globo