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domingo, 27 de setembro de 2026

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ELEIÇÕES

Eleitorado ainda pode mudar de voto na reta final, aponta Felipe Nunes

Análise de Felipe Nunes aponta que a estabilidade nas pesquisas esconde movimentos entre eleitores ainda indecisos na reta final da eleição.

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O eleitorado brasileiro chega à última semana antes de 4 de outubro com Lula e Flávio Bolsonaro no mesmo patamar de intenção de voto registrado em abril, mas ainda há espaço para mudanças, segundo análise de Felipe Nunes, diretor da Quaest.

De acordo com o texto, a estabilidade dos números gerais não significa imobilidade. Ao longo da campanha, eleitores trocaram de candidato, passaram à indecisão ou migraram para o voto nulo.

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, cerca de um terço dos entrevistados ainda não definiu o voto para presidente. Na modalidade estimulada, o nível de indecisão é menor e varia entre as regiões.

A indecisão é menor no Nordeste, onde Lula lidera, e mais alta no Sudeste e no Sul. O texto aponta o Sudeste como a principal área de disputa e afirma que 7% dos eleitores se dizem "decididos indecisos", enquanto 9% afirmam que a crise do Supremo Tribunal Federal pode influenciar a escolha.

Entre os fatores que podem influenciar a reta final, Nunes cita medidas do governo voltadas às mulheres, o voto útil e o debate da Globo. A avaliação do efeito do pacote para o eleitorado feminino seria observada na pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira.

O texto também aponta possível migração de eleitores de Cury, Caiado, Renan e Zema para Lula ou Flávio Bolsonaro. Entre os eleitores desses candidatos, parcelas expressivas afirmam que ainda podem mudar de voto.

O debate da Globo, marcado para as 21h, é apresentado como outro evento capaz de mobilizar eleitores indecisos, especialmente porque será realizado em horário de grande audiência televisiva.

Fonte: O Globo

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