São Paulo chegou a cerca de 2 mil lavanderias de autoatendimento em 2026, cinco vezes mais do que o registrado em 2022, segundo levantamento da Associação Nacional das Empresas de Lavanderia (Anel). O estado concentra aproximadamente 25% das unidades do modelo existentes no país.
De acordo com a associação, o Brasil passou de cerca de 1,5 mil lavanderias, entre unidades abertas ao público e instaladas em condomínios, em 2022, para 8 mil até 15 de setembro de 2026. O crescimento supera 430% no período.
A expansão é atribuída ao aumento da população urbana, à redução do espaço disponível nos apartamentos e à busca por praticidade. O Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 87% da população brasileira vive em áreas urbanas.
O modelo de autosserviço também ganhou espaço com a oferta de pagamento automatizado, máquinas industriais e preços considerados acessíveis para consumidores das classes B e C. A tendência começou a se expandir no Rio de Janeiro e avançou posteriormente em São Paulo.
O mercado brasileiro de lavanderias movimentou R$ 6,2 bilhões em 2023, segundo a Associação Brasileira de Lavanderias (Abralav). Desde 2020, o crescimento médio anual informado pela entidade é de 4,8%.
O investimento para abrir uma unidade varia de R$ 70 mil a R$ 400 mil, conforme o tamanho do estabelecimento e a rede escolhida. A Abralav estima prazo médio de retorno entre 12 e 48 meses, mas o resultado depende de fatores como localização, número de máquinas, sazonalidade e qualidade do serviço.
O presidente da Anel, Othon Barcellos, afirmou que ainda há espaço para expansão do setor, mas alertou que alguns bairros da capital paulista, como Moema, Itaim Bibi, Higienópolis e Tatuapé, já apresentam concentração elevada de estabelecimentos.
Fonte: g1