O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a democracia e a combinação entre responsabilidade fiscal e social durante um jantar com empresários realizado em São Paulo na sexta-feira (25). O encontro ocorreu a poucos dias da eleição e reuniu cerca de 600 empresários, advogados e representantes da sociedade civil.
Lula afirmou que o país precisa escolher entre fortalecer o regime democrático ou enfrentar a “barbárie”. Também criticou a influência dos Estados Unidos na política brasileira e pediu “seriedade” dos empresários na escolha do próximo presidente.
O presidente disse que seu governo tem mantido responsabilidade fiscal, mas evitou assumir compromissos específicos para reduzir os juros ou os gastos públicos. Ao comentar a taxa básica, atribuiu a pressão por cortes à autonomia do Banco Central, defendida, segundo ele, por setores do mercado.
Durante o discurso, Lula afirmou que pretende promover reformas política e do Judiciário caso seja eleito para um quarto mandato. Ao tratar do Supremo Tribunal Federal (STF), questionou se os ministros deveriam ter mandato e disse que a escolha não deveria depender exclusivamente do presidente da República.
O petista também defendeu um país com maior presença da classe média e afirmou que a responsabilidade social deve caminhar junto com o equilíbrio das contas públicas. Segundo ele, o crescimento da renda da população também beneficia os empresários.
O vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros como Dario Durigan, da Fazenda, Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Miriam Belchior, da Casa Civil, e Esther Dweck, da Gestão e Inovação, participaram do evento.
Em suas falas, integrantes do governo destacaram temas como juros, contas públicas, reforma tributária, minerais críticos, segurança pública e financiamento para empresas. O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, defendeu a ampliação da exploração de terras raras para apoiar a transição energética.
Fonte: O Globo