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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

Flávio critica medida de Lula sobre bets e rivais evitam comentar

Flávio Bolsonaro critica medida de Lula contra bets, enquanto Caiado, Zema e Renan Santos evitam comentar o anúncio.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou nesta sexta-feira (25) a medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que proíbe apostas esportivas e jogos de azar na internet. Outros candidatos à Presidência evitaram comentar o anúncio do governo.

Durante uma agenda na formatura de praças da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, na Zona Oeste da capital, Flávio classificou a medida como "populista, hipócrita e eleitoreira" e atribuiu ao governo Lula a expansão do setor de apostas.

O senador também afirmou que Lula poderia liberar novamente as plataformas após as eleições. A declaração repete o slogan usado pela campanha de Flávio, que chama o presidente de "pai do Tigrinho".

A coligação de Lula acionou a Justiça Eleitoral contra a propaganda e pediu direito de resposta, aplicação de multa e suspensão do material.

Flávio disse ser contrário aos cassinos virtuais, mas defendeu a distinção entre esse tipo de plataforma e as apostas esportivas. Segundo ele, os jogos de azar online foram autorizados durante a regulamentação promovida no primeiro ano do atual governo.

As empresas de apostas esportivas foram legalizadas em 2018, durante o governo Michel Temer (MDB), com prazo para regulamentação de dois anos, prorrogável até 2024. A regulamentação ocorreu em 2023, no primeiro ano do terceiro mandato de Lula.

Ronaldo Caiado (PSD), que criticou nesta semana a distinção entre apostas esportivas e cassinos virtuais, não se pronunciou sobre a medida. O plano de governo do candidato prevê endurecer as regras para jogos e apostas online e restringir a publicidade, mas não propõe o banimento das plataformas.

Augusto Cury (Avante) defendeu, durante um comício em Recife, o fim das bets ou uma tributação maior. O candidato afirmou que os aplicativos geram dependência psicológica.

Romeu Zema (Novo) também não se manifestou sobre o anúncio. Durante a campanha, o ex-governador de Minas Gerais usou uma camiseta com a frase "Chega de bets" e criticou a divulgação de plataformas de apostas.

Renan Santos (Missão) não comentou a medida. O ativista do MBL defende desde agosto a "destruição das bets".

Fonte: O Globo

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