O senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou nesta sexta-feira (25) a medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que proíbe apostas esportivas e jogos de azar na internet. Outros candidatos à Presidência evitaram comentar a decisão do governo.
Durante uma agenda na formatura de praças da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, na Zona Oeste do Rio, Flávio classificou a medida como "populista", "hipócrita" e "eleitoreira". Ele também responsabilizou o governo Lula pela expansão das bets.
A regulamentação das apostas foi aprovada em 2018, durante o governo Michel Temer (MDB), e concluída em 2023, no primeiro ano do mandato de Lula. Durante o governo Jair Bolsonaro, as empresas operavam com registro no exterior, sem autorização no Brasil e sem pagamento de impostos, segundo o conteúdo original.
Flávio afirmou ser contrário aos cassinos virtuais, mas defendeu a diferenciação entre esse tipo de jogo e as apostas esportivas. A coligação de Lula acionou a Justiça Eleitoral contra a propaganda do senador que associa o presidente ao chamado "Tigrinho".
O candidato Ronaldo Caiado (PSD), que havia criticado a distinção entre apostas esportivas e cassinos on-line, não se manifestou sobre a medida. Embora defenda regras mais rigorosas e restrições à publicidade, seu plano de governo não prevê o banimento das plataformas.
Augusto Cury (Avante) defendeu o fim das bets ou uma tributação mais elevada. Em comício no Recife, ele afirmou que os aplicativos provocam dependência psicológica.
Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) também não comentaram a decisão. Zema já usou em campanha a frase "Chega de bets" e seu entorno classificou o anúncio como eleitoreiro, enquanto Santos defende a "destruição das bets" desde agosto.
Fonte: O Globo