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sábado, 26 de setembro de 2026

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Documentos indicam que Arábia Saudita avalia capacidade nuclear militar

Documentos enviados ao Congresso dos EUA indicam que a Arábia Saudita mantém aberta a possibilidade de desenvolver armas nucleares.

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Documentos de inteligência enviados ao Congresso dos Estados Unidos indicam que a Arábia Saudita mantém aberta a possibilidade de desenvolver armas nucleares com apoio tecnológico americano, segundo informações publicadas na sexta-feira, 25 de setembro, pelo The Washington Post e pelo The New York Times.

O material foi encaminhado a parlamentares que analisam o acordo entre o governo de Donald Trump e o reino saudita para ampliar a capacidade de produção de energia nuclear para fins civis. Autoridades americanas disseram, sob condição de anonimato, que a Arábia Saudita ainda não decidiu iniciar um projeto militar.

O acordo prevê que o país possa enriquecer urânio a quase 20%. O nível é inferior ao necessário para fabricar uma arma nuclear, mas permitiria reduzir o tempo necessário para alcançar esse estágio.

Parlamentares democratas e republicanos temem que empresas americanas transfiram conhecimento e tecnologia capazes de ser usados na produção de um arsenal durante os 30 anos de vigência do entendimento.

O Congresso dos Estados Unidos tem 90 dias para revisar o acordo. Como não se trata de um tratado, a aprovação não exige o apoio de dois terços do Senado, mas Câmara e Senado poderiam tentar bloqueá-lo por meio de uma resolução conjunta.

Seis senadores democratas enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, citando declarações feitas em 2018 pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. Na ocasião, ele afirmou que a Arábia Saudita desenvolveria uma bomba atômica caso o Irã obtivesse uma.

Os parlamentares também questionaram a diferença entre o acordo negociado com os sauditas e o pacto nuclear firmado com o Irã em 2015, durante o governo Barack Obama. O acordo com Teerã limitava o enriquecimento de urânio a 3,67% por 15 anos.

O governo Trump apresentou o projeto com a promessa de reforçar a segurança nuclear e a não proliferação de armas, além de ampliar a cooperação entre Estados Unidos e Arábia Saudita. O texto, porém, não prevê inspeções regulares da Agência Internacional de Energia Atômica em todas as etapas da produção, o que preocupa parlamentares e especialistas.

A CIA não comentou a avaliação. O ministro saudita de Energia, Abdulaziz bin Salman, afirmou que o programa será pacífico, enquanto o Departamento de Estado declarou que os Estados Unidos não apoiam nem apoiarão um programa nuclear militar saudita.

Fonte: O Globo

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