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sábado, 26 de setembro de 2026

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Disco inédito de Paulo André Barata chega ao público após quase 40 anos

Álbum “Na Correnteza”, gravado em 1987, é lançado após quase 40 anos e resgata composições inéditas de Paulo André Barata.

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O disco inédito “Na Correnteza”, de Paulo André Barata, foi lançado em Belém após permanecer quase quatro décadas guardado em uma fita cassete. O álbum chegou às plataformas digitais e ao formato CD nesta semana, acompanhado de uma homenagem ao artista paraense no Teatro Margarida Schivasappa.

Gravado em 1987, o trabalho reúne dez composições de Paulo André com parceiros como Ruy Barata, Paes Loureiro, Alfredo Oliveira e Edyr Proença. Entre as faixas está a primeira versão de “Porto Caribe”, conhecida posteriormente como “Eu sou de um país que se chama Pará”.

A única cópia conhecida da gravação foi preservada pelo jornalista Edgar Proença, amigo do compositor. A fita havia sido produzida por Tito Barata, irmão de Paulo André, mas o projeto não foi lançado na época porque não houve investimento das gravadoras e a fita master acabou extraviada.

O material passou por limpeza e digitalização em Belém e por remasterização no Rio de Janeiro. O trabalho contou com a participação do artista Léo Bitar, do produtor musical Ziza Padilha e do remasterizador Artur Luna.

Paulo André Barata morreu em 25 de setembro de 2023, aos 76 anos. Na mesma data, em 2026, ele completaria 80 anos. Para marcar a trajetória do cantor, compositor, arranjador e instrumentista, 20 intérpretes se revezaram em um espetáculo no Teatro Margarida Schivasappa.

Natural de Belém, Paulo André teve a obra associada à valorização da identidade amazônica. Canções como “Pauapixuna”, “Foi Assim” e “Este Rio é Minha Rua” ganharam projeção nas vozes de artistas como Fafá de Belém.

Em 2025, a obra de Paulo André Barata foi declarada patrimônio cultural e artístico de natureza imaterial do Estado do Pará pela Lei nº 11.098, sancionada em 18 de julho daquele ano.

Fonte: g1 Pará

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