A China anunciou neste sábado (26) um acordo com os Estados Unidos para reduzir tarifas sobre produtos avaliados em cerca de US$ 30 bilhões, durante a visita do presidente Xi Jinping a Washington. O anúncio também inclui a criação de um canal de diálogo sobre inteligência artificial (IA) e a formação de um conselho comercial bilateral.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, o entendimento foi incluído em um consenso de oito pontos alcançado durante a cúpula entre Xi e o presidente americano, Donald Trump. Os detalhes sobre quais produtos serão abrangidos e quando as reduções entrarão em vigor ainda não foram divulgados.
As negociações comerciais vinham sendo conduzidas pelas equipes econômicas dos dois países. Em comunicado anterior, o Ministério do Comércio chinês havia informado que os dois lados discutiam reduções tarifárias recíprocas sobre US$ 30 bilhões em mercadorias de cada país. ([english.mofcom.gov.cn](https://english.mofcom.gov.cn/News/PressConference/art/2026/art_322f8706b63a4d25982bec5ed10670bd.html?utm_source=openai))
Na área de inteligência artificial, China e Estados Unidos concordaram em manter conversas sobre riscos e benefícios da tecnologia e criar um canal de comunicação para tratar de eventuais incidentes. A próxima rodada de negociações está prevista para novembro, de acordo com Pequim. ([mfa.gov.cn](https://www.mfa.gov.cn/eng/xw/zyxw/202609/t20260925_12031181.html?utm_source=openai))
A cúpula terminou na sexta-feira (25), após três dias de reuniões. Em registro oficial, a China afirmou que os líderes também concordaram em apoiar as próximas reuniões da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e do G20, que serão realizadas pelos dois países. ([mfa.gov.cn](https://www.mfa.gov.cn/eng/xw/zyxw/202609/t20260925_12031181.html?utm_source=openai))
O acordo ocorre enquanto os dois governos tentam preservar uma trégua comercial que, segundo informações divulgadas antes da reunião, expiraria em 10 de novembro. A Casa Branca não havia comentado imediatamente todos os pontos anunciados pelo governo chinês.
Fonte: G1