O TikTok e sua controladora, a ByteDance, devem enfrentar a partir de segunda-feira (28) um julgamento no Alabama, nos Estados Unidos, em um processo que acusa a plataforma de ser viciante e de prejudicar a saúde mental de crianças e adolescentes. A audiência está prevista para ocorrer em um tribunal estadual de Montgomery e pode durar de duas a três semanas. ([currently.att.yahoo.com](https://currently.att.yahoo.com/att/first-us-trial-against-tiktok-100302928.html?utm_source=openai))
A ação foi apresentada pelo procurador-geral do Alabama, Steve Marshall, e sustenta que o fluxo contínuo de vídeos e o algoritmo de recomendações incentivam o uso excessivo. O estado também afirma que jovens são direcionados a conteúdos cada vez mais intensos relacionados a violência, automutilação e outros temas prejudiciais. Essas alegações ainda serão analisadas pela Justiça e não representam uma condenação da empresa. ([currently.att.yahoo.com](https://currently.att.yahoo.com/att/first-us-trial-against-tiktok-100302928.html?utm_source=openai))
O processo também questiona a eficácia dos mecanismos de verificação de idade e acusa o TikTok de transmitir aos consumidores uma visão enganosa sobre a segurança do aplicativo para adolescentes. Outro ponto envolve alegações sobre o acesso do governo chinês a dados de usuários americanos. ([currently.att.yahoo.com](https://currently.att.yahoo.com/att/first-us-trial-against-tiktok-100302928.html?utm_source=openai))
O TikTok afirma que a segurança de adolescentes é uma prioridade no desenvolvimento da plataforma. A empresa também argumenta que a Seção 230 da Lei Federal de Decência nas Comunicações limita sua responsabilidade por conteúdos publicados pelos próprios usuários. ([currently.att.yahoo.com](https://currently.att.yahoo.com/att/first-us-trial-against-tiktok-100302928.html?utm_source=openai))
As informações disponíveis não confirmam um acordo de até US$ 300 milhões entre o TikTok e o Alabama. As medidas de limite diário de duas horas e pausas após 15 minutos aparecem em um acordo firmado pelo Alabama com a Meta, anunciado em agosto, para mudanças no Instagram e no Facebook; a aplicação dessas regras ao TikTok dependeria de adesão posterior da empresa. ([alabamaag.gov](https://www.alabamaag.gov/attorney-general-marshall-announces-historic-settlement-with-meta-platforms-inc/?utm_source=openai))
O caso do Alabama integra uma série de processos movidos por estados americanos contra plataformas de redes sociais por supostos efeitos sobre crianças e adolescentes. Segundo a Reuters, pelo menos 27 estados e Washington, D.C., também processaram o TikTok. ([currently.att.yahoo.com](https://currently.att.yahoo.com/att/first-us-trial-against-tiktok-100302928.html?utm_source=openai))
Fonte: g1