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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Polícia apura se namorado induziu estudante ao suicídio em Fortaleza

Polícia investiga se namorado submetia estudante a violência psicológica e contribuiu para a morte dela em condomínio de Fortaleza.

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A Polícia Civil do Ceará investiga se João Munhoz Neto, preso preventivamente, submetia a estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, a violência psicológica e teria contribuído para a morte dela em Fortaleza. A universitária foi encontrada morta em 13 de setembro, após cair do rooftop de um condomínio no bairro Aldeota.

Segundo a investigação, depoimentos apontam que Munhoz mantinha comportamento controlador e restringia a liberdade da jovem. Testemunhas disseram que ele controlava a rotina dela, dificultava atividades profissionais independentes e limitava o contato com outras pessoas.

Isabelle e João se conheceram em um escritório de advocacia onde ele atuava na gestão e ela trabalhava como estagiária. De acordo com o advogado do proprietário do escritório, a estudante teria relatado que se sentia sufocada e que o namorado não permitia que ela realizasse algumas tarefas sozinha.

A perícia concluiu que a jovem morreu por precipitação voluntária, sem identificar sinais de agressão ou luta corporal. A Polícia Civil, porém, mantém aberta a apuração sobre eventual induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, além de possíveis crimes relacionados à violência psicológica e à conduta adotada após a morte.

Mais de 700 vídeos de câmeras de segurança foram analisados. Embora não haja câmera no rooftop, as imagens de outros pontos do condomínio, segundo a polícia, não indicaram a presença de outra pessoa acompanhando Isabelle no período anterior à queda.

João foi preso em 22 de setembro e teve a prisão preventiva mantida pela Justiça após audiência de custódia realizada no dia seguinte. O processo tramita sob sigilo, e a manutenção da prisão não representa condenação.

A defesa contesta a prisão e afirma não haver elementos que comprovem violência psicológica ou indução ao suicídio. A advogada Lígia Peixe informou que apresentou pedido de habeas corpus e questionou a legalidade da medida.

A investigação continua com a análise de celulares e outros aparelhos apreendidos, além da tomada de novos depoimentos. A Polícia Civil informou que não descarta completamente outras linhas investigativas.

Fonte: g1

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