A ONU recebeu cerca de US$ 40 milhões dos US$ 202 milhões solicitados para preparar 22 países para crises alimentares associadas ao fenômeno El Niño, informou nesta sexta-feira (25) Rein Paulsen, diretor de Emergências e Resiliência da FAO, em Nairóbi.
O valor corresponde a aproximadamente um quinto dos recursos necessários para apoiar cerca de 9 milhões de pessoas. O Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) fizeram o pedido.
Segundo Paulsen, a falta de financiamento limita a capacidade das organizações de adotar medidas para reduzir os impactos de secas e inundações. Ele afirmou que os recursos solicitados são relativamente modestos diante dos padrões internacionais.
O período mais intenso do El Niño é esperado entre outubro e dezembro. As secas e inundações previstas podem atingir com maior força países que já enfrentam níveis elevados de insegurança alimentar.
Mais da metade dos 22 países classificados como de maior risco está na África. Os demais ficam nas regiões Ásia-Pacífico, América Latina e Caribe.
Projeções científicas divulgadas em 23 de setembro estimaram que o atual episódio do fenômeno pode provocar 451 mil mortes adicionais no mundo até fevereiro, com o aumento das temperaturas. Em agosto, o Conselho Norueguês para Refugiados informou que 6 milhões de pessoas na Somália enfrentavam níveis críticos de fome e que mais de 700 mil haviam sido deslocadas no ano, sendo 500 mil por causa da seca.
Fonte: O Globo