A Organização das Nações Unidas recebeu cerca de US$ 40 milhões dos US$ 202 milhões solicitados para se preparar para crises alimentares relacionadas ao El Niño em 22 países. O alerta foi feito nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, em Nairóbi, por Rein Paulsen, diretor do Escritório de Emergências e Resiliência da FAO.
O valor corresponde a aproximadamente um quinto do total necessário para apoiar cerca de 9 milhões de pessoas. A solicitação foi apresentada conjuntamente pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Segundo Paulsen, a falta de recursos limita a capacidade das organizações de aplicar medidas antecipadas para reduzir os impactos de inundações e secas. Ele afirmou que o financiamento recebido é especialmente insuficiente por se tratar de uma quantia considerada modesta em relação aos padrões internacionais.
O período de maior intensidade do El Niño é esperado entre outubro e dezembro. As secas e inundações previstas devem afetar principalmente países que já enfrentam níveis elevados de insegurança alimentar; mais da metade dos 22 países classificados como de maior risco está na África, enquanto os demais ficam na Ásia-Pacífico, na América Latina e no Caribe.
Projeções científicas divulgadas em 23 de setembro estimaram que o atual episódio do fenômeno pode provocar 451 mil mortes adicionais no mundo até fevereiro, com o aumento das temperaturas. Na Somália, seis milhões de pessoas enfrentam níveis críticos de fome, e mais de 700 mil foram deslocadas em 2026, segundo o Conselho Norueguês para Refugiados.
Fonte: O Globo