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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

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Comissão eleitoral de Israel exclui partidos árabes da eleição de outubro

Comissão eleitoral de Israel barra partidos árabes da eleição de 27 de outubro, mas libera siglas de extrema direita.

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A Comissão Eleitoral Central de Israel decidiu, na quarta-feira, 23 de setembro de 2026, barrar a participação dos principais partidos árabes nas eleições parlamentares marcadas para 27 de outubro. A decisão ainda será analisada pela Suprema Corte.

Foram desqualificadas a Lista Árabe Unida (Ra’am), liderada por Mansour Abbas, e a Lista Conjunta, formada por Hadash, Ta’al e Balad. O órgão também decidiu impedir a candidatura do parlamentar Ofer Cassif, do Hadash, e de Sami Abu Shehadeh, líder do Balad.

Segundo a comissão, as siglas e os candidatos negam a existência de Israel como Estado democrático e judaico, fazem declarações de incitação ao racismo ou apoiam a luta armada de grupos ou países hostis. Abu Shehadeh foi questionado por um artigo publicado após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, no qual classificou o episódio como um evento histórico nos campos militar, político e estratégico.

O político afirmou posteriormente que se arrependia do texto e negou ter defendido violência ou terrorismo. “Oponho-me à luta armada”, disse ao Times of Israel.

Os pedidos de desqualificação foram apresentados por partidos da base do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, incluindo o Poder Judaico, de Itamar Ben-Gvir. Líderes da oposição, como Avigdor Lieberman e Yair Golan, também apoiaram medidas contra partidos e candidatos árabes.

Ao mesmo tempo, a comissão rejeitou pedidos para impedir a participação de siglas de extrema direita, entre elas o Poder Judaico. As decisões provocaram críticas de organizações de defesa dos direitos dos palestinos em Israel e devem ser levadas à Suprema Corte.

A Adalah, organização que presta assistência jurídica a palestinos em Israel, classificou o procedimento como politicamente motivado, arbitrário e racista. A entidade afirmou que a medida teria como objetivo restringir ideias e atividades políticas legítimas.

A exclusão pode influenciar a formação do próximo governo, caso seja mantida pela Suprema Corte. Projeções citadas na reportagem indicam que os partidos árabes poderiam conquistar até 12 cadeiras e ter peso decisivo em uma disputa eleitoral apertada.

Fonte: O Globo

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