A mulher identificada como Jane Doe retirou as acusações de agressão sexual contra Jay-Z em uma declaração apresentada na quinta-feira, 24 de setembro de 2026, à Corte Federal de Manhattan. Ela afirmou que nunca conheceu nem conversou com o rapper Shawn Carter e que não recebeu pagamento para mudar seu relato.
Na declaração de 12 páginas, apresentada sob pena de perjúrio, Jane Doe disse que não há verdade nas acusações feitas contra Carter e pediu desculpas a ele e à família. Segundo seu novo advogado, James Blair Newman Jr., ela mantém ter sido vítima de agressão sexual, mas afirma ter identificado erroneamente Jay-Z como um dos envolvidos.
A declaração foi protocolada junto com um aviso de que Carter retirou voluntariamente Jane Doe como ré em seu processo contra o advogado Tony Buzbee e o escritório dele. O rapper acusa os advogados de terem participado de uma tentativa de extorsão e de danos à sua reputação, alegações que ainda fazem parte da disputa judicial.
O caso original foi apresentado em outubro de 2024 contra Sean “Diddy” Combs. Em 8 de dezembro daquele ano, a ação foi alterada para incluir Jay-Z, acusado de participar de uma suposta agressão ocorrida após uma festa do MTV Video Music Awards, em 2000, quando a mulher tinha 13 anos.
Em fevereiro de 2025, Jane Doe retirou a ação civil contra Jay-Z e Combs. Na ocasião, o documento de desistência não apresentou justificativa; posteriormente, ela reconheceu inconsistências em seu relato.
De acordo com a nova versão, Jane Doe teria visto, entre setembro e outubro de 2024, um anúncio no Facebook que buscava pessoas com alegações de abuso sexual contra Combs. Ela afirmou que o anúncio despertou lembranças de uma agressão sofrida aos 13 anos e que, depois de procurar o AVA Law Group, foi encaminhada ao escritório de Buzbee.
Fonte: g1