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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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JUSTIÇA

Justiça mantém prisão de namorado de Isabelle Caracristi, investigado por indução ao suicídio

Justiça mantém preso namorado de Isabelle Caracristi, investigado por violência psicológica e possível indução ao suicídio.

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A Justiça do Ceará manteve, em 23 de setembro de 2026, a prisão preventiva de João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, encontrada morta após cair do 23º andar de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza, no dia 13 de setembro. Ele é investigado por violência psicológica e por possível induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio.

Segundo a Polícia Civil, depoimentos e mensagens recuperadas do celular da jovem indicam uma possível rotina de controle, vigilância e isolamento. A investigação ainda apura se esse comportamento teve relação direta com a morte e se houve uma conduta específica para induzir ou instigar Isabelle a tirar a própria vida.

A perícia preliminar da Polícia Forense do Ceará apontou que houve uma precipitação voluntária a partir do rooftop do edifício. Essa conclusão descreve a dinâmica da queda, mas não encerra a apuração sobre as circunstâncias que poderiam ter contribuído para a decisão da jovem.

O artigo 122 do Código Penal prevê punição para quem induz ou instiga alguém ao suicídio ou presta auxílio material para a prática. Quando o suicídio se consuma, a pena prevista é de dois a seis anos de reclusão, com possibilidade de aumento em situações específicas, como vulnerabilidade da vítima ou uso de redes sociais.

Para sustentar uma acusação, a investigação precisa reunir elementos que demonstrem uma ligação entre a conduta do investigado e a decisão da vítima. Conversas, depoimentos, perícias em dispositivos eletrônicos e outros registros podem ser analisados para verificar a existência desse nexo, sem que a prisão preventiva represente condenação.

A defesa de João Munhoz Neto contesta as suspeitas e afirma que ele não estava no prédio no momento da queda. O caso tramita sob segredo de Justiça, e novas diligências ainda devem ser realizadas pela Polícia Civil.

Fonte: G1

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