O Ministério Público do Ceará (MPCE) pediu, nesta quarta-feira (14), o arquivamento da investigação contra João Munhoz Neto por suposta indução ao suicídio de sua namorada, Isabelle Caracristi, em Fortaleza. O pedido será analisado pela 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza.
Segundo o órgão, as provas reunidas no inquérito não demonstraram que Munhoz tenha induzido, instigado ou auxiliado Isabelle a cometer suicídio, nem que tenha assumido conscientemente o risco de provocar a morte. A Polícia Civil concluiu que a jovem morreu após uma precipitação voluntária.
O inquérito foi concluído em 30 de setembro, com 17 laudos periciais e depoimentos de 29 pessoas. Munhoz foi indiciado pela Polícia Civil por violência psicológica e fraude processual, mas não por indução ao suicídio.
O eventual arquivamento dessa linha de investigação não encerra a apuração sobre os outros crimes. O Ministério Público ainda deverá analisar o indiciamento por violência psicológica e fraude processual e poderá apresentar denúncia; se ela for recebida pela Justiça, Munhoz passará à condição de réu.
Munhoz foi preso em 22 de setembro e deixou o presídio em Aquiraz em 1º de outubro, sob medidas cautelares, incluindo monitoramento por tornozeleira eletrônica. A prisão ocorreu após a morte de Isabelle, de 22 anos, encontrada no condomínio onde morava com ele, em Fortaleza, no dia 13 de setembro.
Em nota, a defesa afirmou que o namorado não tentou obstruir as investigações e classificou como absurda a acusação de violência psicológica. Os advogados também disseram que o relacionamento entre os dois durou cerca de 30 dias e que Munhoz sempre tratou Isabelle com carinho e afeto.
Fonte: g1 Ceará