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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Conselho do MPF rejeita investigação sobre Gonet e o mantém no caso Master

Conselho do MPF rejeita investigação sobre Paulo Gonet e mantém o procurador-geral à frente das apurações do caso Master.

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O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) rejeitou nesta sexta-feira (25) um pedido de investigação preliminar sobre a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e decidiu manter o chefe do Ministério Público à frente das apurações relacionadas ao caso Master.

A decisão ocorreu após Gonet ser mencionado em mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do banco, e aparecer em uma fotografia ao lado dele durante um evento em Londres. O placar foi de 5 votos a 4 contra a abertura da apuração e de 9 a 0 contra o afastamento do procurador-geral do caso.

Relator do procedimento, o subprocurador-geral Francisco Sanseverino afirmou que não havia elementos mínimos de autoria e materialidade para justificar a investigação. Segundo ele, não foram identificadas conversas diretas entre Gonet e Vorcaro, e o contato do procurador-geral não estava salvo no celular do banqueiro.

Sanseverino foi acompanhado por Celso Albuquerque, Alexandre Camanho, Hindemburgo Chateaubriant Filho e Nicolao Dino na rejeição da apuração. Janice Ascari, Samantha Chantal Dobrowolski e José Adonis Callou defenderam a coleta de informações preliminares para avaliar se havia elementos para instaurar uma investigação criminal ou arquivar o caso.

Janice afirmou que os dados disponíveis não permitiam nem a abertura imediata de um procedimento investigatório nem o arquivamento. Ela citou a fotografia feita em Londres e defendeu uma apuração preliminar independente.

Samantha criticou a permanência de Gonet na condução do caso e afirmou que ele deveria ter se declarado impedido depois de ser mencionado nos elementos reunidos pela investigação. José Adonis também sustentou que um integrante do Ministério Público não deveria avaliar a relevância de provas relacionadas à própria conduta.

Alexandre Camanho disse que o Conselho Superior não tinha competência para decidir sobre eventual impedimento ou suspeição do procurador-geral. Para ele, a análise sobre a abertura de apuração não deveria ser transformada em julgamento sobre o afastamento de Gonet.

As mensagens analisadas pela Polícia Federal foram trocadas entre Vorcaro e o advogado Ciro Soares, que aparece como intermediário de contatos com Gonet. O procurador-geral nega ter relação de proximidade com o ex-banqueiro e afirma não possuir interesse pessoal nos procedimentos relacionados ao caso Master.

Gonet também declarou que encontrou Vorcaro apenas uma vez, em Londres, na presença de outras autoridades, e classificou o contato como breve e banal. Ele não participou da deliberação do Conselho sobre o próprio caso, presidida pelo vice-presidente do órgão, Nicolao Dino.

Fonte: O Globo

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