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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

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Ataques de ursos matam ao menos 19 pessoas na Rússia desde abril

Ao menos 19 pessoas morreram em ataques de ursos-pardos na Rússia desde abril; autoridades adotam restrições e abates para conter os encontros.

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Ao menos 19 pessoas morreram desde abril de 2026 em ataques de ursos-pardos no Extremo Norte, na Sibéria e no Extremo Oriente da Rússia, segundo levantamento publicado pelo The Moscow Times.

Em Motygino, na região de Krasnoyarsk, vários ursos têm entrado diariamente na área habitada da aldeia, que tem mais de 4 mil moradores e é cercada pela taiga. Guardas florestais e policiais conseguem afastar os animais, mas alguns retornam cerca de 40 minutos depois, segundo uma moradora identificada como Daria.

A maioria dos ataques fatais ocorreu em Krasnoyarsk. As vítimas foram atacadas durante atividades como colheita de frutas silvestres, pastoreio de gado, acampamentos e pesca.

Um dos casos mais recentes envolveu Alexander Kuzmenko, pai do jogador de hóquei Andrei Kuzmenko, da NHL. Ele morreu enquanto pescava na república de Tuva, no sul da Sibéria.

O Ministério de Recursos Naturais e Meio Ambiente da Rússia afirma que encontros entre ursos-pardos e humanos são recorrentes e que cerca de 30 ataques por ano são considerados normais. Um especialista independente em conservação e estudo da espécie, ouvido sob anonimato, classificou a situação como "catastrófica" e afirmou que os casos noticiados provavelmente representam apenas uma parte dos ataques.

Estatísticas do ministério indicam que a população de ursos-pardos na Rússia ultrapassou 307 mil em 2026, mais de 2,3 vezes o número registrado em 1990. Invernos mais amenos e curtos, incêndios florestais, a redução de alimentos disponíveis e a busca de novas áreas por ursos jovens estão entre os fatores apontados para o aumento dos encontros.

As autoridades regionais adotaram medidas como toques de recolher noturnos, restrições de acesso a parques nacionais e o abate de animais considerados potencialmente perigosos. Em Tuva, pelo menos 200 ursos foram mortos em agosto, de acordo com o Ministério Florestal local.

Em algumas localidades, moradores também passaram a caçar os animais sem licença, o que é ilegal, enquanto outros recorreram a repelentes sonoros. O especialista ouvido pela reportagem afirmou que ursos que entram em áreas habitadas precisam ser localizados e retirados por caçadores.

Fonte: O Globo

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