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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

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Academia Goncourt retira romance de disputa por suspeitas de uso de IA

Academia Goncourt retira romance de Thélyson Orélien da disputa após acusações de plágio e suspeitas de uso de inteligência artificial.

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A Academia Goncourt retirou nesta sexta-feira (25) o romance C’était ça ou mourir, do escritor canadense de origem haitiana Thélyson Orélien, da lista de concorrentes ao principal prêmio literário da França. A decisão foi atribuída a acusações de plágio e a análises que, segundo a instituição, indicariam que a obra provavelmente foi produzida em grande parte com inteligência artificial.

Em comunicado divulgado à imprensa, a Academia Goncourt afirmou que decidiu preservar a integridade do prêmio e da própria instituição. A entidade disse ter considerado resultados convergentes de análises realizadas por pesquisadores e jornalistas, mas não apresentou, no comunicado, uma comprovação definitiva de que o romance tenha sido escrito por IA.

As suspeitas começaram no início da semana, quando uma conta anônima na rede social X afirmou que o livro havia sido escrito “quase inteiramente” com o auxílio de inteligência artificial. As alegações foram baseadas em testes realizados com ferramentas de detecção de textos gerados por IA, cuja confiabilidade é alvo de debate entre especialistas.

Dois dias depois, surgiram acusações de plágio envolvendo textos publicados no Canadá há mais de uma década. A editora Boréal, responsável pela publicação canadense da obra, anunciou a suspensão de suas atividades promocionais relacionadas ao autor.

Orélien, de 38 anos, nega ter usado inteligência artificial para escrever o romance. Em declaração à AFP, afirmou que pretende se manifestar quando a controvérsia diminuir e disse interpretar as acusações como uma tentativa de silenciar sua voz.

Publicado no Canadá em março e lançado na França em 19 de agosto pela editora Grasset, C’était ça ou mourir tornou-se um dos fenômenos editoriais da temporada francesa. O livro vendeu dezenas de milhares de exemplares, recebeu o Prêmio do Romance Fnac e aparecia entre os candidatos a diferentes premiações literárias.

A conta que iniciou as acusações foi posteriormente associada ao ensaísta francês Samuel Fitoussi, colaborador do jornal Le Figaro. Ele admitiu ter participado da iniciativa e afirmou que o objetivo era provocar um debate sobre os efeitos da inteligência artificial na leitura e na escrita.

Fonte: g1

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